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Mauro chama fiscalizações de Sérgio Ricardo de “circo” e critica exposição

Ex-governador afirma que postura adotada por Sérgio Ricardo contraria dever de imparcialidade exigido dos membros da Corte de Contas

12/06/2026 às 18h48
Por: Wallmir Santana
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Secom MT
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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) fez duras críticas ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, ao comentar as recentes fiscalizações realizadas pela Corte em obras e rodovias sob responsabilidade do Governo do Estado.

Durante conversa com jornalistas nesta sexta-feira (12), Mauro classificou como "papagaiada" e "circo" a forma como o conselheiro tem divulgado inspeções, auditorias e apontamentos por meio de vídeos, transmissões ao vivo e publicações nas redes sociais.

Segundo o ex-governador, o cargo ocupado por Sérgio Ricardo exige postura semelhante à adotada por magistrados, evitando manifestações públicas sobre processos que ainda estão em fase de análise.

"Não precisa fazer papagaiada, não precisa fazer circo para mostrar problemas", afirmou.

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Crítica à exposição pública

As declarações ocorreram após fiscalizações conduzidas pelo presidente do TCE em obras como o BRT de Cuiabá e trechos da MT-170.

Mauro argumentou que cabe ao Tribunal de Contas produzir relatórios técnicos e promover julgamentos dentro dos procedimentos legais, sem antecipar conclusões perante a opinião pública.

"Um conselheiro do Tribunal de Contas não pode ficar emitindo juízo de valor antecipado sobre processos que estão sob sua relatoria", declarou.

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O ex-governador também citou dispositivos da Constituição Estadual que equiparam conselheiros do TCE a desembargadores em termos de prerrogativas e restrições funcionais.

Obras seguem sob análise

Nas inspeções recentes, Sérgio Ricardo apontou indícios de desgaste precoce em obras rodoviárias.

Mauro, por sua vez, defendeu que eventuais falhas sejam corrigidas pelos meios administrativos e técnicos adequados.

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Segundo ele, o Governo do Estado já notificou empresas responsáveis por obras questionadas e acionou mecanismos contratuais para exigir correções, especialmente após o encerramento do período chuvoso.

A troca de declarações evidencia o aumento da tensão entre integrantes do meio político e a atual gestão do Tribunal de Contas, que tem ampliado a exposição pública de suas ações fiscalizatórias.

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