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PF faz operação sobre suposto esquema de venda de sentenças e mira desembargador e deputado em MT

Ação autorizada pelo STJ é mais um desdobramento das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo decisões judiciais em Mato Grosso

08/06/2026 às 08h18 Atualizada em 08/06/2026 às 09h22
Por: Redação
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Assessoria
Assessoria

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (8), uma nova fase das investigações que apuram um suposto esquema de venda de decisões judiciais em Mato Grosso. A operação, batizada de Gemini, tem como alvos o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL).

A medida foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e integra os desdobramentos da Operação Sisamnes, que investiga possíveis práticas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Judiciário mato-grossense.

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. Entre os endereços alvo da operação está a residência do parlamentar.

Os investigadores apuram possíveis crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, cujas responsabilidades serão avaliadas individualmente ao longo do inquérito.

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Magistrado está afastado

Dirceu dos Santos está fora das funções desde março, após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão apontou indícios de incompatibilidade entre a evolução patrimonial do magistrado e os rendimentos obtidos ao longo da carreira.

Segundo informações constantes nas investigações, análises financeiras identificaram movimentações patrimoniais superiores a R$ 14 milhões nos últimos anos, valor considerado incompatível com a remuneração formal recebida pelo desembargador.

Entre os bens citados no procedimento está um apartamento localizado em uma área nobre de Cuiabá. Documentos analisados pelos investigadores indicam que o imóvel teria sido adquirido por meio de permuta envolvendo o magistrado e o deputado Faissal Calil.

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Relação entre os investigados

Antes de ingressar na política, Faissal atuou no gabinete de Dirceu dos Santos entre 2017 e 2018. No ano seguinte, foi eleito deputado estadual e assumiu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A investigação também analisa informações patrimoniais e declarações apresentadas pelos envolvidos aos órgãos de controle e à Justiça Eleitoral.

A ofensiva desta segunda-feira ocorre poucos dias após o CNJ determinar medidas cautelares contra o desembargador, incluindo buscas realizadas pela Polícia Federal em dependências ligadas ao magistrado.

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As investigações seguem sob sigilo parcial e buscam esclarecer se houve favorecimento indevido em decisões judiciais, bem como a origem de recursos e bens atribuídos aos investigados.

Até o momento, as defesas dos citados não haviam se manifestado oficialmente sobre a nova operação.

 

Com informações do Gazeta Digital.

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