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Política OPERAÇÃO GEMINI

Presidente da Câmara sai em defesa de Faissal após operação da Polícia Federal

Vereadora afirma que deputado terá oportunidade de esclarecer acusações levantadas pela Operação Gemini

10/06/2026 às 09h02
Por: Wallmir Santana
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Presidente da Câmara sai em defesa de Faissal após operação da Polícia Federal

Pela primeira vez após a deflagração da Operação Gemini, da Polícia Federal, a presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL) comentou publicamente a investigação que atingiu seu irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL).

Durante discurso na Câmara Municipal, Paula afirmou acreditar que o parlamentar conseguirá comprovar sua inocência e classificou o momento como delicado para quem exerce mandato eletivo às vésperas de uma nova disputa eleitoral.

Segundo a vereadora, a proximidade do período eleitoral acaba expondo agentes políticos a situações que, posteriormente, precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

"Tenho convicção de que tudo será esclarecido e que a inocência do deputado Faissal ficará demonstrada", afirmou.

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Sem entrar no mérito das investigações conduzidas pela Polícia Federal, Paula ressaltou que acompanha a trajetória política do irmão desde o início e disse confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração.

A parlamentar também avaliou que figuras públicas estão sujeitas a questionamentos e investigações, especialmente em períodos de intensa movimentação política.

"Todo político está suscetível a esse tipo de situação. Confio que os fatos serão apurados com serenidade e transparência", declarou.

Operação investiga suposto esquema

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Faissal é um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8) como desdobramento das investigações sobre um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro.

Além do deputado, também são investigados o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o advogado Bruno Castro.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

A Polícia Federal busca esclarecer a existência de uma suposta estrutura voltada à obtenção de vantagens indevidas e à ocultação de patrimônio.

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Em manifestações públicas divulgadas após a operação, Faissal negou qualquer irregularidade e afirmou que irá colaborar com as investigações para demonstrar a legalidade de sua atuação.

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