
A Justiça marcou para o dia 23 de junho o júri popular da bióloga Rafaela Screnci, acusada de provocar o atropelamento que matou duas pessoas e deixou uma terceira ferida, em Cuiabá. A decisão é da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal.
O julgamento ocorre exatamente sete anos e seis meses após o acidente, registrado em 23 de dezembro de 2018, na região central da capital.
Na ocasião, morreram o cantor Ramon Alcides Viveiros e a estudante de Direito Myllena de Lacerda Inocêncio. A estudante Hya Girotto sobreviveu e também deve ser ouvida durante o júri.
Segundo a investigação, o grupo havia acabado de sair de uma casa noturna na avenida Isaac Póvoas quando foi atingido pelo veículo conduzido pela acusada. Rafaela foi detida na época, recusou-se a realizar teste do bafômetro e exame de sangue, mas policiais relataram sinais de embriaguez.
O processo teve reviravoltas ao longo dos anos. Em 2022, a motorista chegou a ser absolvida de forma sumária por decisão judicial. O Ministério Público recorreu, e, em julho de 2024, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou a absolvição e determinou que o caso fosse levado a júri popular. Uma tentativa de recurso em instância superior não teve êxito.
Durante o julgamento, também está prevista a participação de peritos para esclarecer aspectos técnicos do caso, como velocidade do veículo, dinâmica do impacto e condições de visibilidade. Testemunhas de defesa e acusação devem ser ouvidas.
Na esfera cível, Rafaela já foi condenada a indenizar a família de uma das vítimas. O valor, inicialmente fixado em R$ 1 milhão, foi reduzido pela metade após decisão posterior.
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