
O Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde condenou, nesta quarta-feira (15), Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.
Os jurados entenderam que o assassinato de Mayla Rafaela Martins, uma mulher transexual, foi motivado por discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora de feminicídio.
Segundo a acusação, o crime teve como motivação o inconformismo do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento, evidenciando um contexto de posse e violência.
O homicídio ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial no bairro Parque das Emas. A vítima foi morta com golpes de arma branca.
Após o crime, o condenado tentou apagar vestígios, limpando o local e descartando objetos pessoais da vítima. Em seguida, transportou o corpo até uma área rural, onde o deixou em uma lavoura no município de Sorriso.
Durante o julgamento, o Ministério Público destacou que a condenação reforça o combate à violência de gênero, incluindo casos que envolvem mulheres trans.
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