Nesta terça-feira (11) a Polícia Federal deflagrou a Operação Escambo Eleitoral, em Várzea Grande. O objetivo é combater o crime de captação ilícita de sufrágio (compra de votos). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo das Garantias do Núcleo II do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.
A investigação teve início em outubro de 2024, no dia do pleito eleitoral, quando dois indivíduos foram presos em flagrante pela prática do crime de captação ilícita de sufrágio.
No decorrer da apuração, a Polícia Federal identificou que os vereadores Kleber Feitoza (PSB) e Adilsinho (Republicanos) eleitos foram beneficiados com a compra de votos.
Segundo a PF, os vereadores se utilizavam de promessas de pagamento em dinheiro e até mesmo fornecimento de água, óleo diesel e outros benefícios em troca de votos.
Feitoza disse à imprensa: "Eu sou um político, eu estou denunciando muita gente, é natural que eu seja perseguido", declarou.
Já Adilsinho falou que não tem medo da Justiça: "Levaram meu celular só, mais nada...Por sinal os policiais federais foram muito educados e eu não tenho nada de errado, então não tem porque ter medo da Justiça", disse.