
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter detido Jackson Pinto da Silva, investigado pela morte da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A decisão foi tomada após audiência realizada nesta quarta-feira (6), em Cuiabá.
Nilza foi encontrada sem vida enterrada no quintal da residência onde morava com o suspeito, no bairro Parque Cuiabá. O corpo estava enrolado em tecido e coberto por terra em uma escavação profunda, localizada nos fundos do imóvel.
Para retirar a vítima do local, equipes utilizaram maquinário pesado.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que a ocultação do cadáver teria sido preparada antecipadamente. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, o investigado providenciou previamente a abertura da vala e, depois do assassinato, utilizou o espaço para esconder o corpo.
A suspeita é de que a empresária tenha sido morta por asfixia utilizando uma abraçadeira plástica.
Inicialmente, Jackson procurou a polícia alegando desaparecimento da esposa. No decorrer da apuração, porém, inconsistências nos relatos chamaram atenção dos investigadores.
Embora tenha permanecido em silêncio no depoimento oficial, o suspeito admitiu o crime ao deixar a delegacia, afirmando ter agido após conflitos no relacionamento.
A Polícia Civil agora aprofunda a investigação para esclarecer toda a dinâmica do feminicídio e eventuais circunstâncias que envolvem o planejamento do crime.
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