
No próximo domingo (29) a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abre a sua programação para o ano de 2026. Este ano as apresentações trazem novidades com a presença do coral em mais espaços e com mais parceiros em um calendário que segue até dezembro com o aniversário da UFMT. É uma programação marcada por formação acadêmica, produção artística e atuação junto a comunidade.
O regente da orquestra, professor Luiz Ipolito, explica que a governança da orquestra está a cargo do Núcleo Sinfônico, uma comissão responsável por pensar as apresentações e organizar a estrutura do corpo musical de forma integrada com o Departamento de Artes.
“Para que a gente possa fazer um trabalho coletivo a várias mãos e trazendo um olhar bem democrático, tanto na construção musical como também na formação do corpo musical. Então, os alunos da graduação poderão ter essa oportunidade de fazer essa experiência junto à orquestra, aqueles alunos que têm um destaque, que têm um desenvolvimento técnico, tanto da licenciatura como do bacharelado”, disse o professor Luiz Ipolito.
A temporada deste ano tem o título de “Mosaicos” com foco na organização e no repertório baseada em processos formativos. “Temos parcerias com o terceiro setor da cidade de Cuiabá com outros regentes como o professor Ricardo que é do curso do Bacharelado, o Murilo Alves que é do Instituto Ciranda e também fazendo um braço junto com outro equipamento da universidade que é o coral da UFMT sobre a tutela da maestra Dorit Kolling”, relata o regente, acrescentando que as parcerias buscam uma grande harmonia como em um mosaico.
Peças para primeiro espetáculo do ano trazem diversidade
A abertura da temporada vem com três peças musicais que, para o professor Luiz Ipolito, de uma certa forma traduzir o que será estruturado durante o ano.
“Temos peças mais contemporâneas, como a Danzon, de Arturo Marques, um compositor latino-americano que ao ter um contato ali com o México traz os ritmos caribenhos e mexicanos dentro dessa composição muito bonita. Temos uma abertura da ópera Rosa Mundi, uma peça de Franz Schubert, que a priori foi uma ópera que acabou caindo no esquecimento, porque quando ela teve a sua estreia, ela não teve aquele impacto. Tempos depois, as orquestras em torno do mundo começaram a utilizar a abertura, como uma peça muito linda, melodiosa, todo um estilo clássico que as peças de Schubert têm”, disse.
A abertura do concerto, segundo o professor, é uma formação instrumental de sopros e percussão. “Uma peça do compositor norte-americano Aaron Copland, que no início do século XX, um pouco antes da Segunda Guerra, ele tem essa encomenda de uma peça que fosse uma abertura. Ele intitula fanfarra para um homem comum, que é num sentido de fazer essa homenagem ao cidadão, as pessoas, a sociedade comum e envolto nesse processo que estava até então efervescente”, relata. O regente conta ainda que a proposta do primeiro espetáculo é traduzir mais do que será a temporada 2026 da Orquestra da UFMT.
“Então é um repertório que ele tem períodos diversos, mas que vem também traduzir um pouco a nossa temporada, que nós teríamos formação clássica, uma formação mais contemporânea, parcerias, enfim, tessituras e texturas sonoras diferentes e diversa. Vejo que isso vai ser algo bastante interessante e muitíssimo rico para o repertório da orquestra, tanto nessa abertura como no decorrer do ano”, destaca o professor e regente.
Acesso aos ingressos será facilitado
O professor Luiz Ipolito explica ainda que a programação da temporada estará disponível tanto nas redes da UFMT, da Orquestra da UFMT e da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão, Vivência (Procev).
“Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis pelo Sympla para retirada com antecedência e também para aqueles que se sentirem confortáveis de virem no dia presencialmente. A gente sabe que há sempre uma demanda, então as pessoas podem vir no dia aqui presencialmente no Foyer do Teatro, que possivelmente terão uma possibilidade de acesso à apresentação ao concerto da Orquestra Sinfônica”, finaliza.
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