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Polícia SITUAÇÃO GRAVE

Suspeito de estuprar e matar irmã estava solto por erro em sistema da Justiça

Falha no cadastro criminal permitiu liberação do preso dias antes do crime, segundo a Polícia Civil

12/03/2026 às 12h30 Atualizada em 12/03/2026 às 15h36
Por: Redação
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Suspeito de estuprar e matar irmã estava solto por erro em sistema da Justiça

O suspeito de estuprar e matar a própria irmã, uma adolescente de 17 anos em Cuiabá, havia sido liberado do sistema prisional poucos dias antes do crime devido a um erro no sistema de registros judiciais.

Marcos Pereira Soares foi preso novamente nesta quinta-feira (12) por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com a Polícia Civil, Marcos havia sido condenado em 2023 pelo homicídio de Severino Messias Santos, de 56 anos. O crime ocorreu em maio de 2020 no bairro Três Barras, em Cuiabá.

Além dessa condenação, ele também cumpria pena por violência doméstica na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

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Segundo as investigações, o erro ocorreu no sistema de registro criminal utilizado pelo Judiciário.

Dois registros diferentes foram gerados

Quando uma pessoa é presa, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emite o Registro Judiciário Individual (RJI), número único nacional vinculado ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

Esse registro funciona como um histórico nacional de mandados de prisão, alvarás de soltura e outras decisões judiciais.

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No caso de Marcos, foram gerados dois registros diferentes no sistema: um referente ao processo por violência doméstica e outro relacionado ao homicídio e demais crimes atribuídos a ele.

Segundo a polícia, a prisão preventiva de Marcos foi revogada em um dos processos, relacionado à violência doméstica.

Quando o sistema foi consultado para emissão do alvará de soltura, constava apenas esse registro, o que levou à liberação do detento no sábado, 07 de março.

Justiça identificou erro dias depois

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A falha foi identificada posteriormente pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.

Após a identificação do problema no cadastro do RJI, Marcos passou a ser considerado foragido da Justiça no dia 11 de março.

No dia seguinte, ele foi localizado e preso novamente pela Polícia Civil.

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