
A morte de Clara Vitória da Silva, de 23 anos, passou a ser investigada como feminicídio após a prisão do vizinho da jovem, apontado como principal suspeito do crime ocorrido em Tangará da Serra.
A vítima foi encontrada sem vida dentro da própria residência na manhã de terça-feira (12), no bairro Jardim Esmeralda.
Segundo informações da investigação, o homem havia se mudado recentemente para uma casa localizada em frente ao imóvel da jovem, onde vivia com a mãe enquanto procurava emprego na cidade.
Durante esse período, ele teria começado a acompanhar a rotina de Clara e demonstrado interesse pela vítima.
A Polícia Civil descobriu que o suspeito manteve contato com a jovem pelas redes sociais e chegou a enviar mensagens de conteúdo íntimo e sexual.
Clara, no entanto, não correspondeu às investidas.
A jovem era casada e vivia em união estável com um caminhoneiro, que passava longos períodos viajando a trabalho.
Com o avanço das investigações, os policiais identificaram indícios de que o suspeito teria criado uma fixação pela vítima após ser rejeitado.
Diante disso, o caso deixou de ser tratado apenas como homicídio e passou a ser enquadrado como feminicídio.
O corpo de Clara foi localizado por uma amiga da família, caído dentro da sala da residência e apresentando sinais de violência.
Equipes do Samu estiveram no local e confirmaram a morte.
A Polícia Civil realizou perícia na casa e segue aguardando laudos técnicos para concluir o inquérito.
Mesmo assim, os investigadores afirmam que as provas reunidas até agora foram suficientes para efetuar a prisão do suspeito.
O caso continua sendo investigado.
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