
O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que o servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, foi atingido por seis disparos de arma de fogo durante a ação da Polícia Militar registrada na última segunda-feira (11), em Cuiabá.
Segundo o documento pericial, um dos tiros atingiu as costas da vítima. Outros três disparos atingiram a região do tórax, um acertou a coxa e outro atingiu de raspão a parte posterior da cabeça, chegando a transfixar sem atingir o crânio.
Valdivino morreu durante a ocorrência registrada no bairro Goiabeiras.
O CASO
De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncia de que uma mulher estaria sendo mantida em cárcere privado dentro de uma residência.
Os policiais relataram que encontraram Valdivino armado e afirmaram ter dado ordens para que ele largasse a arma.
Segundo a versão oficial, o servidor teria saído do imóvel e apontado o armamento em direção aos militares, momento em que os agentes efetuaram os disparos.
Antes da ocorrência, Valdivino gravou vídeos dentro da residência. Nas imagens, ele aparece armado e faz declarações sobre problemas pessoais e o fim do relacionamento com a ex-companheira.
Em uma das gravações, o servidor diz que morreria naquele dia e orienta a ex-enteada a chamar a Polícia apenas para recolher o corpo.
Valdivino trabalhava há mais de dez anos no Liceu Cuiabano e era bastante conhecido pelos estudantes, que o chamavam de “paizão”.
Após a morte, a escola divulgou nota de pesar e decretou luto.
“Fica nosso agradecimento pelo seu trabalho, pelos momentos compartilhados e pelas suas risadas marcantes pelos corredores”, afirmou a unidade escolar.
Familiares do servidor contestaram publicamente a versão apresentada pela Polícia Militar.
O caso segue sob investigação.
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