
A Polícia Civil apreendeu canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes durante operação realizada nesta quarta-feira (6) contra o servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Wilton Souza de Arruda, investigado por participação em um esquema de falsificação de documentos em Mato Grosso.
Os produtos foram encontrados na residência do investigado, em Várzea Grande, durante o cumprimento de mandados da segunda fase da Operação Hidra, conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.
O alvo da investigação atua como papiloscopista da Politec, função ligada à emissão de documentos de identidade e identificação criminal. Além da casa do servidor, equipes policiais também cumpriram buscas no local de trabalho dele, dentro do Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, o servidor é suspeito de facilitar a emissão de documentos falsos utilizados por integrantes de facção criminosa.
A investigação começou após a prisão de Ricardo Batista Ambrózio, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como integrante de uma organização criminosa paulista e considerado braço-direito de Marcola.
O suspeito foi preso em julho de 2025, em Várzea Grande, depois de permanecer mais de 12 anos foragido usando documentação falsa. Conforme a polícia, a companheira dele e os dois filhos também utilizavam identidades fraudulentas.
Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram um suposto intermediário do esquema e chegaram ao servidor da Politec, apontado como responsável por viabilizar a produção dos documentos.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares contra os envolvidos, incluindo proibição de contato entre eles e restrição para deixar a comarca sem autorização.
A delegada Eliane da Silva Moraes afirmou que a operação busca impedir a atuação do crime organizado dentro de estruturas públicas. “O trabalho integrado permitiu desarticular um esquema de falsificação documental que tinha ligação com outras práticas criminosas”, declarou.
O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, criatura mitológica associada a múltiplas identidades, numa alusão à estratégia usada pelos investigados para dificultar identificação pelas autoridades.
As investigações continuam.
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