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Polícia INFILTRAÇÃO

Servidor da Politec é suspeita de emitir documentos falsos para faccionado ligado a Marcola

Mandados foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande; investigação começou após prisão de criminoso conhecido como “Perfume”

06/05/2026 às 09h04 Atualizada em 06/05/2026 às 10h54
Por: Redação
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Servidor da Politec é suspeita de emitir documentos falsos para faccionado ligado a Marcola

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandados contra o servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Wilton Souza de Arruda, suspeito de participar de um esquema de emissão de documentos falsos utilizados por integrantes de facção criminosa. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (6), durante a segunda fase da Operação Hidra.

O investigado atua como papiloscopista na Politec, função ligada à emissão de documentos de identidade e procedimentos de identificação criminal. As buscas ocorreram na residência dele, em Várzea Grande, e também no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.

Segundo a investigação, o servidor teria facilitado a produção de identidades falsas usadas por Ricardo Batista Ambrózio, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado pela polícia como integrante de uma facção criminosa paulista e braço-direito de Marcola.

Ricardo foi preso em julho de 2025, em Várzea Grande, após passar mais de 12 anos foragido utilizando documentação falsa. Conforme a polícia, a companheira dele e os dois filhos também usavam identidades fraudulentas.

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Na ocasião da prisão, os policiais apreenderam ainda uma pistola com numeração raspada.

As investigações apontam que o grupo utilizava diferentes documentos para dificultar rastreamento e escapar das autoridades. A partir da análise do material apreendido na primeira fase da operação, a Delegacia de Estelionato identificou a suposta participação do servidor público.

De acordo com os investigadores, um homem de 66 anos atuaria como intermediário entre os interessados e o papiloscopista, responsável por viabilizar a emissão dos documentos.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados, incluindo proibição de contato entre eles e restrição para deixar a comarca sem autorização.

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Durante as buscas na casa do servidor, foram apreendidos anabolizantes e canetas emagrecedoras contrabandeadas.

A delegada Eliane da Silva Moraes afirmou que a operação busca impedir a atuação de grupos criminosos dentro da estrutura pública. “O trabalho integrado permitiu desarticular um esquema de falsificação documental que tinha ligação com outras práticas criminosas”, disse.

O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, criatura mitológica de múltiplas cabeças, numa alusão às diversas identidades utilizadas pelos investigados.

As investigações seguem em andamento.

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