Justiça JULGAMENTO EM CUIABÁ
Empresário é condenado a 22 anos por matar ex-jogador da seleção brasileira
Crime foi motivado por ciúmes e incluiu sequestro e ameaças a testemunhas, segundo decisão do júri
16/04/2026 11h14
Por: Redação

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (14), o empresário Idirley Alves Pacheco a 22 anos de prisão pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, conhecido como “Boi”.

O julgamento durou cerca de 12 horas e resultou na condenação por homicídio qualificado, além dos crimes de sequestro e coação no curso do processo.

De acordo com o entendimento dos jurados, o crime foi motivado por ciúmes e cometido com agravantes, como motivo torpe, uso de meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. Everton foi atraído sob um falso pretexto, teve a liberdade restringida dentro de um veículo e acabou morto a tiros em via pública.

A decisão também reconheceu que, após o crime, o réu tentou intimidar testemunhas, realizando ameaças para evitar que pessoas próximas prestassem depoimento às autoridades.

Na sentença, foi mantida a prisão do empresário, com execução imediata da pena, sem possibilidade de recorrer em liberdade. A medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre decisões do Tribunal do Júri.

Além da pena de reclusão, o condenado deverá pagar indenização por danos morais aos familiares da vítima, fixada em valor equivalente a 60 salários mínimos.