Governo solicita medidas ao Mapa para recuperar crescimento da economia

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Foto: Reprodução

Com o objetivo de evitar que a economia de Mato Grosso seja fortemente afetada pela falta de capacidade de pagamento de investimentos dos produtores devido a problemas climáticos na última safra, o Governo do Estado solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que tome medidas para superar este momento difícil. O assunto foi abordado durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (29.08), em Brasília (DF).

O documento com ações urgentes para evitar o travamento do desenvolvimento no estado oriundo do setor produtivo foi levantado pelas Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e de Fazenda (Sefaz-MT). O vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, entregou as proposições ao ministro do Mapa, Blairo Maggi, acompanhado dos secretários da Sedec, Ricardo Tomczyk, e de Fazenda, Seneri Paludo.

O ministro recebeu positivamente a solicitação e disse já ter conhecimento sobre o assunto. “Já encaminhamos o pedido para o Conselho Internacional no sentido de criar condições para que o Banco do Brasil e os demais órgãos dessa região possam apresentar alternativas aos produtores. É uma pauta que chegou à mesa, mas que já estamos negociando com a Fazenda para que o Conselho possa editar essa norma”, destacou o ministro.

A reunião também contou com a presença dos senadores por Mato Grosso, José Medeiros e Cidinho Santos, o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, dos deputados federais Nilson Leitão e Adilton Sachetti, do suplente de deputado federal, Éderson Dal Molin, além de representantes das associações de classe.

“O ministro já tinha ciência de parte do alerta que viemos fazer, que precisamos de uma atuação do Governo Federal e do Ministério da Agricultura, para que possamos dar fôlego aos nossos agricultores para superar a quebra de safra, e continuar na atividade com crédito, com plenitude das políticas agrícolas”, explicou Fávaro.

Problemas climáticos, aumento no custo de produção, adversidade econômica, oscilação do dólar, entre outros fatores, afetaram diretamente a 2ª safra de soja e milho em 2016, o que dificultou a viabilidade econômica da principal fonte de sustentabilidade do estado. A situação impacta diretamente na vida financeira do Estado e, logo, do cidadão.

Segundo o vice-governador, o Estado está tendo dificuldades em aumentar a arrecadação. Isso porque a economia começa a diminuir em estados essencialmente agrícolas, com a falta de matéria-prima. Fávaro citou como exemplo o fechamento de uma indústria em Mato Grosso por falta de soja, o que representa R$ 9 milhões por mês a menos na arrecadação do Estado.

“E tem fábricas fechadas por falta de produto. Isso impacta na economia estadual, impacta na vida dos nossos produtores e nós, juntos com as federações, as associações, e o Governo Federal, temos que buscar alternativas”, acrescentou o vice-governador.

Produtividade

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Estatística Aplicada (Imea), “a inconstância do clima é, e provavelmente continuará sendo, a principal preocupação dos agricultores do estado”.

O Instituto aponta que enquanto na safra 2014/2015 a média de produtividade do estado chegou a 52,89 sacas/ha, na safra 2015/2016 recuou em média 5,8%, chegando a 48 e 46 sacas/ha nas regiões Médio Norte e Leste do estado, respectivamente, onde houve as maiores perdas.

Assim, o custo de produção da soja deverá saltar de R$ 2.958,37 por hectare, constatados na safra 2015/2016, para R$ 3.550,04, no ciclo 2016/2017, com um aumento de 20% nos custos em reais, segundo o Imea.

Carlos Fávaro também destacou o bom relacionamento e acessibilidade ao Ministério da Agricultura e agradeceu a presença da bancada mato-grossense e das federações e associações de agricultura.

“Fico feliz não só pela facilidade do acesso agora ao Mapa, mas também pelo trabalho e desempenho do ministro Blairo Maggi, trazendo para outro patamar a agricultura brasileira. Fomos muito bem recebidos, o ministro é conhecedor da matéria, e tenho certeza que isso resultará em soluções para os produtores rurais não só do Nordeste, mas do Centro-Oeste brasileiro”.

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