Alvo da Lava Jato, Lula deve aceitar cargo no ministério do Governo Dilma

Após as manifestações em massa em todo o país, no último domingo, dia 13, que pediam a condenação de Lula e impeachment de Dilma, o ex-líder sindical começou a considerar tal possibilidade.

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Foto Reprodução

A cúpula do PT de São Paulo, formada pela bancada de deputados federais, anunciou nesta segunda-feira dia 14, que Lula aceitou ser ministro no governo Dilma. A notícia ainda não confirmada oficialmente, foi recebida com grande alegria no gabinete da liderança petista, na Câmara. Os deputados, que não quiseram divulgar os nomes, anunciaram que a comunicação sobre a decisão do ex-presidente deverá ser anunciada a partir de hoje, dia 15 ou pelos próximos dias.

A anúncio da decisão de Lula foi recebida com bastante euforia e com alívio pelos parlamentares petistas. No gabinete da  Câmara, encontravam-se algumas das importantes lideranças petistas no congresso, como o deputado federal José Guimarães (CE), líder na Câmara, deputado Pauo Pimenta (RS) e o deputado Afonso Florence (BA). Ainda não sabe qual a pasta que o ex-presidente deverá ocupar. Essa decisão deverá ser anunciada nas próximas horas ou nos próximos dias, com o anúncio oficial do governo. Além disto, Lula deverá desembarcar esta semana em Brasília, talvez para acertar os últimos detalhes de sua decisão. É quase certo que ele deverá ocupar a Casa Civil.  Em sua decisão, parece que o petista resolveu atender o apelo da presidente Dilma Rousseff, que já tinha feito o convite por duas vezes, em ocasiões anteriores.

A decisão apressada de Lula

O ex-presidente, de início, relutou bastante ante a hipótese de ocupar algum ministério. Além de Dilma, vários petistas tentaram convencer ao ex-presidente que considerasse a possibilidade. A decisão ficou, segundo, interlocutores, a cargo do mesmo, que condicionou o fato até a justiça paulista julgar sobre o pedido de sua prisão preventiva pedida pelo Ministério Público (MP). Além disto, era desejo dele que a sua ida para alguma pasta não transparecesse uma fuga pessoal diante da  possibiidade de ter sua liberdade cassada.

Após as manifestações em massa em todo o país, no último domingo, dia 13, que pediam a condenação de Lula e impeachment de Dilma, o ex-líder sindical começou a considerar tal possibilidade. O fato que mais pesou na sua decisão foi o anúncio da decisão da juíza da quarta vara criminal de São Paulo, Maria Priscilla Veiga Oliveira, em transferir o processo que investiga o ex-presidente por crime de lavagem de dinheiro, além da decisão sobre a sua prisão, para as mãos do juiz Sérgio Moro, que já trabalha investigando o mesmo em crimes de natureza semelhante.

A ida de Lula para o governo pode ser considerada como um trunfo de Dilma para manter a coalisão interna de seu partido e conforme o desejo da bancada petista, evitar que a base aliada do governo venha a ser fragmentada. Lula, como articulador político teria esta capacidade de negociação e bastante capacidade em ‘costura’acordos políticos.

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