Entidades protestam contra possível aumento do IPTU em Cuiabá

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Foto Reprodução

A Câmara de Cuiabá não deve votar neste ano a mensagem da prefeitura de Cuiabá, enviada em 9 de dezembro, que atualiza a planta genérica dos imóveis da capital. A mudança do valor de cálculo de prédios e terrenos e, possivelmente, do imposto sobre eles (IPTU), tem gerado protesto por parte de entidade civis e comerciais, que estimam aumento médio de 30% nos valores.

Conforme a prefeitura, não está sendo discutida, por ora, a alteração no valor das alíquotas do IPTU. E afirma que a alteração da planta genérica tem como objetivo corrigir distorções. Pela mensagem enviada à Câmara, a região da Avenida das Torres, por exemplo, deverá ficar mais valorizada já que, na última revisão, ocorrida em 2010, a via não estava totalmente pronta.

Na última segunda-feira (28), empresário e representantes de associações de moradores se manifestaram contra os reajustes, numa entrevista coletiva na Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso).

“Não venha com a conversa com a sociedade de que não vai aumentar o imposto. Ora, vai aumentar na planta genérica. Ora, o que é isso? Se você tem uma casa que vale R$ 100 mil meles estima que vale R$ 150 mil, e você não vende ela por R$ 60. Isso não é aumento?”, disse Valter Arruda, presidente da Federação de Bairros de Mato Grosso.

Para o vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Célio Fernandes, faltou diálogo com as entidades antes do envio da mensagem à Câmara Municipal. “Na medida em que o setor empresarial, setor comercial principalmente não é convidado, não é convocado para discutir aumentos de impostos, nós achamos por bem que deveríamos mostrar ao prefeito e aos vereadores que não vamos permitir que haja aumento de impostos sem que haja uma discussao devida”, disse.

O presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso), se houver aumento no IPTU, a população acabará sendo punida. “Todo imposto que for arbitrado deverá ser repassado para os preços de nossas mercadorias. E nós não queremos isso porque a nossa população está bastante sacrificada, com baixo nível de ganhos, principalmente de ganho real”, Hermes Martins, presidente da Fecomércio.

A análise da revisão dos valores dos imóveis deverá ficar só para fevereiro, quando os vereadores retomarem os trabalhos na Câmara Municipal.

Outro lado
Por meio de nota, a prefeitura disse que a arrecadação com impostos como o IPTU retorna à população por meio de obras e melhorias de serviços. E afirmou que a mensagem foi encaminhada ao Legislativo da capital após debate com entidades do setor, como IBGE, Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais, Comerciais e Condomínios), Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) e Sinduscon (Sindicato das Indústrias da Construção).

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